Fiquei pensando sobre a real função desta empresa (sim, é uma empresa com CNPJ registrado), que exibe (orgulhosamente) em seu site o seu certificado de filantropia. Mas filantropia implica em amor e doação a humanidade,não? E o mensageiro não realiza doações, realiza vendas.
Eu sei que essa é uma empresa mantida pelo Secretariado de ação social da arquidiocese de Porto Alegre, e que esta presta um grande número de ações beneficentes para com a sociedade (muito se discute sobre o quanto a instituição faz considerando o seu poderio, mas esse não é o assunto do post), como por exemplo a formação de mão de obra qualificada, de origem pobre, apoio a recém nascidos, apoio em catástrofes,entre outras coisas.
Entre os meus defeitos, amigos, não está a hipocrisia, portanto, devo dizer que eu próprio já me beneficiei com a política da Arquidiocese, quando lesionei gravemente os ligamentos do tornozelo e não tendo dinheiro para comprar/alugar um par de muletas, consegui um por empréstimo deles, no balcão de atendimento da arquidiocese que eles mantém dentro (porém independente) do "Mensageiro". Então é claro que eu reconheço o seu trabalho, mas o ponto que quero discutir é outro.
Eles recebem todos os produtos que possuem, por doação, TODOS, sem exceção, e esses produtos são vendidos para a comunidade, a preços baixos é verdade,mas vendidos. E a alegação que defendem é a de que são vendidos para pessoas de baixa renda, mas qualquer um pode ir la e comprar qualquer coisa, tem gente inclusive, que compra lá e revende depois.
Então meus amigos, se eles recebem de graça e vendem comercialmente, podem ser considerados "filantrópicos" ou "caridosos", simplesmente pelo fato de o fazerem por um preço abaixo de mercado? eu acredito que não, até porque, receber de graça e vender barato é uma função já amplamente difundida pelos brechós.